quarta-feira, 13 de março de 2013

THINK SEAMLESS


DESIGN NO VAREJO
ou
DREAMING, EXPLORING and LOCATING - THE NEW 21C CUSTOMER JOURNEY
mr. Tim Greenhalgh - CCO, Fitch Worldwide

O objetivo é sempre oferecer lojas fáceis, convenientes e interessantes.
Partimos de três premissas atuais:

1. O VAREJO DEVE SER SIMPLES

Em 1995 começou a amazon.com e ebay, e começaram a tranformar o varejo.
Em 2015 todos os celulares serão smart / em 2016 todos vão ser capazes de comprar.
Hoje o digital está na loja, fora da loja e onde você estiver, como podemos ver nesses 2 cases 

t-mobile angrybirds

lego realidade aumentada

E esses são cases de 2 a 3 anos atrás, mas estamos aqui pra mostrar boas práticas aderentes ao tema, e não as últimas novidades.

2. VAREJO É FRAGMENTADO, SEGMENTADO E OS CONSUMIDORES ESTÃO EM MOMENTOS DIFERENTES

Shopper mindstates:
Dreaming – open minded pra tudo, pra experiencias e storytelling. Aqui dá pra construir conexões.
Exploring – open minded mas focado em uma categoria. Aqui tem que investir mais, investir nos sonhos daquela pessoa
Locating – focado no que quer comprar. Temos pouca interferência com este consumindor

3. BE SEAMLESS
Aqui vale muito a pena o case da Asian Paints. Uma rede de loja de tintas na Índia que vendia muito, com margem mínima. Na índia as pessoas tem medo das cores – usam cores, mas na decoração são totalmente opacos – como levar cores pras casas e assim vender mais tinta?
A loja era assim...

Primeiro uma loja conceito – colour store mumbai  e nova delhi – com a proposta de como as cores podem mudar sua casa – o que podem fazer pelos ambientes – as pessoas tinham experiencias sensoriais com as cores e daíam com revista personalizada – 350% de vendas – agora são peritos em cores na índia

Agora estão ensinando as novas gerações de aprendizes – como pintar e como decorar. Tem guias de pintura online, catalogo, etc
-         Mudança de fachada – o design mudou a companhia!

 

Dont think online ou off-line – think seamless.

O COMPRADOR LATINO


“COMPRADOR LATINO”
ALFREDO HASSLOCHER - KANTAR WORLDPANEL

SHOPPER TRIBES é uma pesquisa que escuta 8100 casas na américa latina, analizando seus comportamentos e atitudes em relação às compras.

Encontraram quatros “tribos” baseado em gastos e expectativas:

Storm shopper – mais otimista / gasta menos - são famílias grandes, com mais idosos, já estiveram melhor em outras épocas.

Sunshine shopper – mais otimista / gasta mais - gastam mais, estão tentando poupar, orientados para o consumo, mas tem orçamento restrito

Freeze shopper – pessimista / gasta pouco

Raimbow shopper – pessimista / gasta muito - Gasta pouco mas deseja gastar, abertos ao consumo, gostariam de consumir mais, e em geral gastam tudo que ganham.

Outras conclusões que o estudo trouxe:
Família estendida eh maior na América latina que em outros países do mundo.
- Hábitos de compra tem principalmente 2 variáveis – budget e lista de compras
- A lista ajuda a não gastar mais que pode ou que tem
- Uma promoção valiosa depende do preço e da quantidade envolvida – o resto é secundário – os otimistas amam promoções de qualquer natureza – os pessimistas só se importam com preço
- O que mais valorizam numa loja: Limpeza, preço, freshness e agilidade (conveniência).

Concluindo, mr. Hasslocher recomenda cinco coordenadas pra o varejo se aproximar dos consumidores latam:

1.       Limpeza, preço, agilidade no caixa, frescor dos produtos e variedade
2.       Seja otimista e positivo
3.       Ofereça oportunidades pra família estendida, variedade de perfis no núcleo familiar
4.       Praticidade – variedade aonde precisa, especificidade onde precisa
5.       Adaptar a promoção de acordo com o mercado – volume, ou preço, forma de pagamento

AS BATALHAS PELA EFETIVIDADE


GUILLERMO D´ANDREA
PROFESSOR – IAE BUSINESS SCHOOL AUSTRAL

O professor começou meio cataclísmico, mas deixou a sua mensagem sobre a guerra pela efetividade no varejo.

A primeira delas é a guerra do varejo x industria, por espaço, custo e preço, jojas proprias das marcas versus os grandes varejos.

Descendo um pouco mais, temos as guerras de preços das cadeias – quem ganha é o cliente – as ofertas estão em todos os meios e os varejistas estão se tornando bancos – mas... é sustentável???
Os de fora do varejo, que pioram ainda mais essa situação – como groupon

E a terceira guerra é a conveniência – os preços estão chegando ate a minha casa, com lojas menores, internet e mobile.

E a nova arena de guerra são os atacadistas – ex atacadão e g.barbosa no Brasil – atrai a classe media emergente a comprar cada vez mais.

Como se destacar? Programas de fidelização? Mas se todos os varejistas tem um, então ate que ponto fidelizam?

E as batalhas continuam... com a sobreposição do varejo, por exemplo – hipermercado que vende eletrônicos, farmácia que vende comida como loja de conveniência. Tudo isso é conveniência mas leva as margens de todos pra baixo – porque o core business subsidia a operação extra – e todo mundo perde.

O desafio é tentar uma segmentação, posicionamento e arquitetura de marcas mais precisa. Cuidar da execução disso nas lojas. Bons exemplos são Zara (por publico – homem/mulher/idade/classe social) e Armani (por classe social). Armani tem uma arquitetura que atnede a classe media ao top do top, com Armani Jeans, Armani Exchange, Emporio Armani, Giorgio Armani, e Armani Privé.

Dentro desse cenário, a tecnologia passa a ser a estrela – entender porque tal produto gira menos ou tem menos margem, analisando os dados. Entender que produtos ficam á venda e quais são descartados. E a partir desses dados oferecer linhas mais adequadas, segmentadas e convenientes. Isso pode fazer a diferença.

TENDÊNCIAS DO VAREJO GLOBAL E LOCAL

A primeira apresentação foi do mr. DAVE MARCOTTE - Vice presidente do Retail Insights, Kantar Retail

Pra fazer um grand resumo do que o Sr. Marcotte nos contou, o varejo tem 6 coisas pra monitorar agora e no futuro:

1. Crescimento da classe media – como pensam, consomem, mudam. A classe media ja está planejando seu futuro – "o futuro vai ser melhor se eu me planejar" – e acreditando no futuro vai se endividar e consumir mais crédito.
Isso acontece principalmente porque aumentou a segurança financeira, com a estabilidade na economia e o "salario garantido" no fim do mês. Mas a classe media sente que falta tempo – conveniência é muito importante - e também quer cada vez mais produtos e serviços melhores

2. Homem versus mulher – mudanças de papeis na família. As mulheres tem níveis mais altos de educação que os homens, e cada vez mais extrapola a família – papel  de influencia na sociedade e responsabilidade econômica

3. Consumo da força de trabalho. cada vez mais veremos uma terceirização da mão de obra, até de outros países, e ainda a presença cada vez maior de robôs e automatização nas estruturas de varejo. Um exemplo é a Kiva, empresa comprada pela Amazon, que tem robos pra cuidar do estoque.




4. Importância dos portos maritimos. O movimento é do litoral para o interior.
Como o transporte marítimo esta ficando mais rápido, mais barato e mais fácil de vender pro mundo inteiro. Os países como o Mexico estão aumentando e fortalecendo a infraestrutura portuária, inclusive construindo estradas pra abastecer melhor os portos

5. Grandes dadosAntes dados chegavam de uma fonte e eram guardados em um lugar, e gora vem de inúmeras fontes, devem ser usados e guardados os resultados. E os resultados se tornam dados. Como as redes sociais – as conexões vem de todos os lugares e tem as suas conexões que saem de outros lugares
ex. Linkedin maps


Esses são os contatos de uma pessoa, e os contatos desses contatos interligados... dá pra ter uma noção da encrenca.

6. Mobile – mkt to androids.
Como os devices estão mudando o dia a dia das pessoas. Hoje ja usamos o celular como gps e despertador. O Google lembra de tudo, ja ultrapassou o CI do mundo em 20x.
Ele mencionou o case do iButterfly, mas o mais legal é da Yihaodian virtual app – uma rede de supermercados chinesa que abriu 1000 lojas virtuais em um dia só por realidade aumentada – vejam, é muito bom.
(nao achei o video mas a matéria explica)




E o famoso case google glass, que esse ano deve virar realidade comercialmente falando – objetivo do google é ter controle das transações e do dinheiro – podemos ate converter moedas na hora e comprar em qualquer pais, se o pagamento for eletrônico, como via celular.


PRA COMEÇAR


Pra começar, o Chile é lindo quando vc chega de avião. Passa por varias montanhas com neve, que dão fotos lindas da janelinha.

Depois, do pouco que andei em Santiago, as pessoas fumam mais, mas andam mais de bicicleta. Tem muito menos motos e menos transito que São Paulo.

Mas vamos ao que interessa.

No evento o começo foi pontual, com credenciamento muito organizado e, no salão, mesas redondas com as pessoas ocupando metade delas pra conseguir olhar pra frente.

Na minha mesa o presidente da Glue Colombia, Juan Contrera, que fez uma palestra acima da media, e umas 3 pessoas da Unilever Chile.